quinta-feira, 11 de junho de 2015

Encantado

Em canto meu...
Encantado!
Encanto teu.

Canto teu
E canto meu
Juntos é um só.

Canto nosso
Em nosso canto...
Encanto nosso!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Sinal Verde

Ainda a esperar
E o sinal vermelho
Meu motor acelerado
Pé fundo na embreagem
Preparo-me ávido para o arranque
Para seguirmos em frente
Aguardo anelante
Teu sinal verde

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Mistérios da lua

Oh, misteriosa lua
Na noite és rainha
É habilidade tua
Conquistar admiração minha

Quando crescente
Geras força e coragem
Motiva a vontade da gente
Focar na noite a tua imagem

Quando minguante
Desacelera o mundo inteiro
Pois tua força cicatrizante
Despede o que é passageiro

Hoje, tempo de lua cheia
Sentimentos crescem à tona
Teu prateado brilho ao coração clareia
Ao mundo tua presença emociona

E hoje, tua força feminina
Mostra que és encantadora
Que és o que gera em bela menina
Toda a magia sedutora

E hoje, a se apresentar formosa
Com tua luz, brilhas sobre ela
Clareando sua face graciosa
Intensificando a beleza dela

Coração metamórfico

Ah, coração inesperado
Pulsa a me pregar peças
A me deixar deslumbrado

Trazendo magia com alta clareza
Surge uma nova dimensão em forma de sentimento
Renovando, trazendo beleza
Mostrando que sentir é talento

Quem diria que eu sentiria desse jeito?
Circunstâncias tão inusitadas...
Pouco sei o que pensar a respeito
Apenas que minhas ideias estão encantadas

Tanto tempo sem escrever passei
E hoje bastou acordar pensando nela
Ouvindo chuva cair na janela
Reafirmei: a vida é bela!

quinta-feira, 12 de março de 2015

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Anônima, querida, esperada...

Onde estás?
Por onde andas?
O que fazes?
Que estranho sentimento
De anseio, de desejo
De solidão acompanhada
Existente por um desacompanhamento
Pois desacompanhado de teu afeto estou
Desacompanhado de ti estou
E você, tão querida e aguardada...
Quem és?
Será que lhe conheço?
Já nos vimos?
Ouvimos as vozes um do outro?
Que pressionante é
Viver em busca de ti
Ter comigo essa missão
Sem previsão de encontro
Pouco sabendo onde e como buscar,
O que fazer para lhe encontrar.
Dia após dia me preparo,
Me limpo, me conserto
Para melhor lhe receber quando vieres
E você? Será que estais nessa?
Será que sofres por minha falta?
Será que sou importante para ti como és para mim
Mesmo antes de nos conhecermos... Reconhecermos?
Que falta sinto de teu carinho,
De teu calor, tua nudez
Teu cheiro talvez desconhecido
Do teu amor em minha lucidez
Meu amor, juntos poderemos tanto...
Faremos tanto um com o outro,
Um para o outro...
Para nós e para si...
Com o auxílio um do outro.
Coisas das quais não sei
E sequer ouso imaginar
É esperar, procurar
E só saber ao vivenciar.
Ah, minha querida
Quanto desejo lhe amar assim;
De homem para mulher...
Pura e selvagemente,
Consciente e instintivamente.
Amor além de amizade
Além do que já pude conhecer
Como desejo lhe ver
Trocar ideias contigo
Que desejo de você
Talvez até maior que minha solidão
Tão grande que todo dia lembro de ti
Que escrevo para você
Sem ao menos saber ao certo...
Quem és?

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Excisão

Adeus, amigo de rolés insanos...
Amigo das noitadas barulhentas,
Das meninas oferecidas, ou nem tanto...
Adeus amigo da caminhada anestesiada.
Amigo, adeus, amigo...
Amigo de tora pós tora seguida de tora
Do tempo perdido, do desperdício...
Adeus meu amigo das histórias
De quando saíamos escondidos
Sem rumo, sem sentido... Sem prudência.
Sem muita fidelidade,
Pecando na honestidade
Meu amigo perdido...
Não se sinta arrependido
Mutação acontece
Não me sinto arrependido.
Adeus, amigo do perigo
Da vida desarrumada
Da dor escondida, bem enraizada
Sentes a separação
Daquele da vida amarga
Em embalagem de doce
E aquele que ao coração afaga?
Adeus amigo das conversas mal peneiradas
Do palavreado baixo, vocabulário desregrado
Adeus amigo adorador do escuro
Disfarçado em belas cores
Adorador de lisergia
Meu amigo, já fomos avisados
Virão tons coloridos
Então adeus, amarelados.
Não era para ires? Soava-me como peso
Agora que foste, perceptível é o apego
Agora que foste, nostalgia.
Adeus, pseudo-amigo...
Adeus, pseudo-alegria.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Tempo de calor e chimarrão

Temperatura cai sutilmente
Oportunidade a valorizar...
Erva, cuia, bomba e água quente.

domingo, 12 de outubro de 2014

Homo meio-sapiens? Homo sapiens.

Humano sábio?
Sábio...
Como pode este ser sábio...
Se permite ilusões tão facilmente,
Tal qual mariposa suicida
Circulando luz artificial?
Único honrado com o epíteto "sapiens"
E de sapiência as vezes duvidosa
Fora com a capacidade de pensar honrado 
Fora a liberdade de direcionar o pensamento
Mas onde se encontra a sapiência...
Quando selecionadas são as ideias destrutivas
E ignoradas, desprezadas as construtivas?
Onde está a sapiência...
Quando o tempo passa
Enquanto o homo na vida vegeta
Como quando demasiadamente entretido
Por um quadrado e sua branca estampa: "F"?
Como quando no mundo não constrói
Apenas gasta, consome, acomoda-se
De que serve sapiência
Quando o desejo é mais forte?
Quando a vontade cobre a razão?
Homo mais da vontade
E menos da sapiência, mais bicho é
Homo mais da sapiência,
Muito pouco da vontade, menos homo é...
Homo sapiens saudável:
Equilibro entre desejo e razão
E razão equilibrada para equilibrar o desejo
E equilibrar o tal do homo sapiens
Com elementos humanos... Elementos do mesmo
Que sapiência existe quando o breve tempo passa
E o homo se gaba por reduzi-lo e desperdiçá-lo
Que sapiência existe no culto ao atraso?
Pergunto, respondo: Sapiência forte, bruta...
Sapiência influencia, sapiência determina...
Sapiência do homo é neutra
Compatível com o bem
Também comporta o mal
Sapiência mal usada: Sapiência usada pelo mal,
Em função do mesmo
Inevitável: Possui caráter destrutivo
Sapiência bem usada: Usada pelo homem,
Em função do bem do mesmo.
Inevitável: Direção no caminho da paz.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Matagal

Quem dera pudesse eu
Nas matas adentrar
E o cativante cheiro do mato
Em minha pele repousar

Quem dera mais fundo ir
Nas águas me banhar
O gosto da água sentir
Dela na boca esbanjar

A força da mata virgem
Ao caboclo pressionar e envolver
Tal qual uma empolgante viagem
Fazendo nego estremecer

Densa demais
Dura de entrar
Tem mata sem trilha nem pista
Preferível, necessitam do pensar

Mata explorada
Com placas, guias, caminho formado
O que fazer numa dessas...
Se o mistério está revelado?

Mata misteriosa
Surpresa a causar
E em seus pés de fruta gostosa
Uma lembrança hei de deixar