De um pensamento...
Mas que alegria!
Nasce um sentimento
Que pare uma poesia
Neta da razão
Filha do coração
A parteira: a mão
Traz ao mundo emoção
Palavras pensadas
Cérebro já captou
Como razão não sente
Coração as degustou
"Coração, o que causou?"
O poeta perguntou
Então o coração mostrou
E de novo o poeta pensou.
Expresso, limpo, prático, puro, o amor expresso da maneira mais expressa possível. Expressamente doce, sem açúcar... Expresso, com calma.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Caboclinha de brilho
Viola pequenina
Viola oitavada
Sonoridade divina
Audição massageada
Nas mesmas notas amor
Macho e fêmea casados
Os dedos do tocador
Inevitável, calejados
Dor que viola o coração
Viola que viola a dor
Dor aliviada em cada canção
Viola, instrumento espanta-dor
Rouca, aguda, estridente...
Simplicidade musical
Canta e encanta a gente
Canta e espanta o mal
Em cinco estrofes represento
Os cinco pares da cinturada
Que me acalma o pensamento
E me alegra a caminhada.
Viola oitavada
Sonoridade divina
Audição massageada
Nas mesmas notas amor
Macho e fêmea casados
Os dedos do tocador
Inevitável, calejados
Dor que viola o coração
Viola que viola a dor
Dor aliviada em cada canção
Viola, instrumento espanta-dor
Rouca, aguda, estridente...
Simplicidade musical
Canta e encanta a gente
Canta e espanta o mal
Em cinco estrofes represento
Os cinco pares da cinturada
Que me acalma o pensamento
E me alegra a caminhada.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Habitat Natural
Cheiro do cerrado
Gosto da erva
Do tereré amargo
Do fundo da língua
No fundo do peito conserva
A guavira de novembro
O baru que no chão estala
Amora de setembro
Terra vermelha exala
Abriga raízes do cajueiro
Mantém úmidas as do buriti
Sustenta um sistema inteiro
Das vidas que estão aqui
E o amor vem do céu
Seja por chuva, sol ou ar
O céu, formoso véu
Que cobre essa gente
Permite o amar
Gambá passa voado
Felino corre atrás
O caboclo, colhe maravilhado
As coisas que a natureza trás
Pelo trabalho que o mesmo faz
Campo Grande da cultura
Da boa fruta, boa música
Boa água, boa temperatura
Habitat natural do bicho que sou
Estou sempre aqui, não importa onde vou
Também está sempre em mim
Terra vermelha
Que no meu peito se instalou
O coração bombeou
Vermelho é meu sangue:
Nele, terra, comida, ar e água:
Campo Grande...
Aniversariou
Gosto da erva
Do tereré amargo
Do fundo da língua
No fundo do peito conserva
A guavira de novembro
O baru que no chão estala
Amora de setembro
Terra vermelha exala
Abriga raízes do cajueiro
Mantém úmidas as do buriti
Sustenta um sistema inteiro
Das vidas que estão aqui
E o amor vem do céu
Seja por chuva, sol ou ar
O céu, formoso véu
Que cobre essa gente
Permite o amar
Gambá passa voado
Felino corre atrás
O caboclo, colhe maravilhado
As coisas que a natureza trás
Pelo trabalho que o mesmo faz
Campo Grande da cultura
Da boa fruta, boa música
Boa água, boa temperatura
Habitat natural do bicho que sou
Estou sempre aqui, não importa onde vou
Também está sempre em mim
Terra vermelha
Que no meu peito se instalou
O coração bombeou
Vermelho é meu sangue:
Nele, terra, comida, ar e água:
Campo Grande...
Aniversariou
terça-feira, 29 de julho de 2014
Renova ação
Em penumbra curtido
Aguardando iluminação
Buscando um sentido
Para sentir no coração
Querendo ver mais as cores
E uma nova voz a cantar
Novos odores e sabores
Novos frutos para desfrutar
Aguardando água nova
Para guardar novas águas
Fluído que renova
Sem cor, puro, sem mágoas
Boa água, traga até mim
Sentidos aflorados
Cheiro de flor de jasmim
Sabores elaborados
No corpo, sentir sua limpeza
Apreciar uma voz que canta,
Olhos encantados por beleza
E o pensamento também encanta
Solo preparado
Sempre umedecido
Que germine, fruto sagrado
E alimente um coração padecido
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Outro Indivíduo
"O" caminhava
Desacompanhado
No horizonte avistava
Um palito pingado
"i" sozinho estava
No horizonte, viu um círculo
Que rolando se aproximava...
Será um novo vínculo?
E agora?
O que fazer?
Ir embora?
Ou Ir ver?
Aproxima
Sem espaço
Inicia
Um novo laço...
- Oi!
Desacompanhado
No horizonte avistava
Um palito pingado
"i" sozinho estava
No horizonte, viu um círculo
Que rolando se aproximava...
Será um novo vínculo?
E agora?
O que fazer?
Ir embora?
Ou Ir ver?
Aproxima
Sem espaço
Inicia
Um novo laço...
- Oi!
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Vencer vitorioso
O futuro
Vem ser vitorioso;
No presente
Vencer vitorioso.
— El Pollito ☯ (@Cocuruto_) 25 julho 2014
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Agricultura de palavras
Enxada bate no chão
Afofa a terra
Prepara pra plantação
Terra fofa, semente soterra
Cultivar boas palavras:
Semear bons pensamentos
Ficar atento às larvas
Germinar conhecimentos
Do chão vem crescendo
Palavras selecionadas
Agricultor vem conhecendo
Mistérios das coisas plantadas
A pá lavra a lavoura
A palavra, a vida
Planta, escolha duradoura
Colheita, missão a ser cumprida
Boas sementes
Geram boas plantas
Boas plantas geram
Louváveis colheitas santas
Más sementes geram
Plantas desagradáveis
Palavras desagradáveis
Geram colheitas desfavoráveis
O que colher, vai pro prato
Do prato, pra colher
Da colher, volta pra língua
Se pra plantar sabe escolher
Agricultor não morre à míngua
Afofa a terra
Prepara pra plantação
Terra fofa, semente soterra
Cultivar boas palavras:
Semear bons pensamentos
Ficar atento às larvas
Germinar conhecimentos
Do chão vem crescendo
Palavras selecionadas
Agricultor vem conhecendo
Mistérios das coisas plantadas
A pá lavra a lavoura
A palavra, a vida
Planta, escolha duradoura
Colheita, missão a ser cumprida
Boas sementes
Geram boas plantas
Boas plantas geram
Louváveis colheitas santas
Más sementes geram
Plantas desagradáveis
Palavras desagradáveis
Geram colheitas desfavoráveis
O que colher, vai pro prato
Do prato, pra colher
Da colher, volta pra língua
Se pra plantar sabe escolher
Agricultor não morre à míngua
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Saudade de amoras, nostalgia da infância
Nostalgia das profundas sensações passadas
Padecimento pela falta do que fora e já não volta mais
Vivencias do passado, no presente mental agregadas
Termos gregos agregados, que agregam termos mentais
Saudade é o carro que partiu com alguém
Que pelo vidro dolorosamente chorava
Fitando na rua um amor, aos prantos também
E a cada volta dos pneus a dor aumentava
Nostalgia é o fruto já extinto
De uma árvore que também já não existe
A vontade de comê-lo vem do instinto
Instinto ferido, animal do coração triste
Saudade, termo que do latim veio
Nos peitos dos solitários instalou-se
Mas para o peito, não é bom recheio
É a falta do recheio que outrora alguém trouxe
Nostalgia, o tempo que já passara
O primeiro dia do primeiro namoro
Os primeiros lábios que a boca beijara
E pelo primeiro namoro, o primeiro choro
Saudades é estar no inverno
E querer comer amora
É estar em plena primavera
Querendo o frio de outrora
Nostalgia é uma data no calendário
Data que sabemos, nunca mais volta
É formado lembrar dos tempos de estagiário
O passado irreversível que ao coração exorta
Saudades é lembrar e querer mais,
Vazio com esperança de preenchimento
O marujo que espera alcançar o cais
Para beijar sua terra e acabar com seu sofrimento.
Padecimento pela falta do que fora e já não volta mais
Vivencias do passado, no presente mental agregadas
Termos gregos agregados, que agregam termos mentais
Saudade é o carro que partiu com alguém
Que pelo vidro dolorosamente chorava
Fitando na rua um amor, aos prantos também
E a cada volta dos pneus a dor aumentava
Nostalgia é o fruto já extinto
De uma árvore que também já não existe
A vontade de comê-lo vem do instinto
Instinto ferido, animal do coração triste
Saudade, termo que do latim veio
Nos peitos dos solitários instalou-se
Mas para o peito, não é bom recheio
É a falta do recheio que outrora alguém trouxe
Nostalgia, o tempo que já passara
O primeiro dia do primeiro namoro
Os primeiros lábios que a boca beijara
E pelo primeiro namoro, o primeiro choro
Saudades é estar no inverno
E querer comer amora
É estar em plena primavera
Querendo o frio de outrora
Nostalgia é uma data no calendário
Data que sabemos, nunca mais volta
É formado lembrar dos tempos de estagiário
O passado irreversível que ao coração exorta
Saudades é lembrar e querer mais,
Vazio com esperança de preenchimento
O marujo que espera alcançar o cais
Para beijar sua terra e acabar com seu sofrimento.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Escada de pau
Necessidade de ir lá em cima
Buscar coisas do alto
Preciso construir uma escada
Pois lá, não chego no salto
Veja bem, construir escada não é fácil
Selecionar direitinho pau por pau
Alinhar as grandes paralelas
Pregar o primeiro degrau
Escada boa é escada firme
Escada firme é escada segura
Escada de verdadeira confiança
É verdadeira escada de boa estrutura
Primeiro degrau pregado
Pioneiro da escalada
Escalada de quem sobe
Escalada também da escada
Escada de um degrau
Não poderia ser mais bamba
Grandes paralelas dançarinas
Dançam um frouxo samba
Segundo degrau pregado
Mais firme fica a escada
Mas com escada de dois degraus
Do alto buscarei quase nada
Mais degraus são pregados
Todos ajudam a firmar a escada
Cada qual com sua importância
Na missão de firmar a escalada
Escada firme, degraus bem pregados
Escalada firme, escalador confiante
Num trabalho bem feito, se pode confiar
Mas quem em escada sobe, sujeita-se a tombar
Subindo em uma escada
Todo cuidado deve-se tomar
Ainda é pouco, mas muito, perto do nada
Precisão e firmeza: Proteção para escalar
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Amoreira
Amora-do-mato
Doce fruto do cerrado
Abençoa a primavera
Deixa o campo embelezado
Nas árvores marcas vermelhas
O tempo as torna púrpuras
Enfeitam as amoreiras
Frutas verdes e maduras
De amora quero deleitar-me
Primavera não demore
Pra deste sumo lambuzar-me
Sumo de amora, de amor escorre
Amora, amor à primavera
Amora, amor à natureza
Verão, inverno, outono: espera
Na primavera, amor à essa beleza
Amor às amoreiras
Amor à amora
Amor aos dedos roxos
Não obstante, aos frutos de agora
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